Sobre passar por uma transição

20/05/2017

 

 

Por muito tempo na minha vida existiu uma pergunta que vez ou outra aparecia para me incomodar: “Por que a gente se acostuma até com as piores situações?” E como era de se esperar a bendita aparecia quando? Quando eu estava incomodada com algo e mesmo assim permanecia naquela situação por dias, meses e até anos... Aí pronto! Eu entrava em um redemoinho e a pergunta se repetia cada vez mais me afundando em um sentimento de frustração muito grande, porque eu não sabia como sair dali. Ahhhh... hoje eu penso em todas as vezes em que isso já me aconteceu e coleciono algumas peças... do tipo ficou presa em um relacionamento por 5 anos infeliz sem conseguir tomar alguma atitude? Sim. Passou outros 8 anos insatisfeita em um emprego sem procurar outra opção de trabalho? Também. Passou 6 meses parada sem saber o que iria fazer na vida? Siiimm.

 

Histórias a parte, por que eu me acostumei até com as piores situações? Muitos diriam medo de perder algum tipo de segurança, falta de planejamento para a mudança, falta de propósito, falta de ação, falta de aprendizado... hoje entendo que é um conjunto de fatores e além disso, pra mim, há um ponto que me chamou muito a atenção e vou falar mais à frente.

 

A situação tá ruim? Tá, mas eu já conheço todos os problemas, todas as complicações, tenho o histórico anotadinho na minha cabeça, tô triste e insatisfeita, mas eu sei lidar com isso, já passo por isso há tanto tempo. Prazer, esta é a zona de conforto (HOJE eu sei disso, tá). E não é porque ela tem este nome que seja necessariamente confortável, mas ela é conhecida, não há tantas surpresas e, em menor ou maior grau já se sabe como lidar com ela.

 

E por que simplesmente eu não saía da tal zona de conforto? Porque fazer uma transição, qualquer que seja, é difícil, exige bastante energia, muitas vezes é doloroso e é um caminho rumo ao desconhecido.

 

Espera aí, se a transição exige tudo isso, vamos refletir sobre as situações de zona de conforto em que eu embarquei:

  • Era difícil? Era muito difícil não saber o que fazer para mudar o que estava ocorrendo, eu não conseguia melhorar nem tampouco sair.

  • As situações drenavam a minha energia? Se eu chegava ao final do dia arrasada e sem ânimo pra nada, se eu não conseguia ter ideias novas sobre o que fazer, elas de fato sugavam a minha energia.

  • Era doloroso? Sim, era muito doloroso lidar com os sentimentos de frustração, infelicidade, insatisfação e algumas vezes depressão.

Então, se todas estas características existiam em ambos cenários (zona de conforto X transição), quer dizer que o que mais me segurava era o medo do desconhecido??? BINGO!

 

Comecei a entender que o meu medo do desconhecido me paralisava tanto que cada vez que eu era forçada a sair da zona de conforto era como se eu já tivesse chegado ao limite do limite e de repente algo externo acontecia e me expulsava dali, e muitas dessas saídas foram bem traumáticas. Eu sentia como se jogassem dados com a minha vida e eu não tinha poder de interferir neste ciclo e tomar as minhas próprias decisões.

 

Então, qual foi o ponto de mudança? Bom, foi quando meu nível de insatisfação profissional chegou a um ponto tão insuportável que eu não via mais propósito algum em continuar naquele caminho e mais uma vez fui expulsa da zona de conforto e precisei passar pela transição. Minha vida se encheu de medos, pois eu não tinha me preparado, não tinha um plano B, mesmo com toda infelicidade que acumulava na época, e além do mais eu não sabia exatamente o que eu queria fazer da minha vida, nunca tinha parado para refletir tão profundamente nisso, eu só sabia o que eu não queria.

 

Foi quando iniciei minha jornada pelo autoconhecimento, e para segui-la foi preciso disposição, dedicação e muito comprometimento porque olhar pra dentro e começar a descobrir o que realmente fazia sentido na minha vida não foi fácil. Busquei a minha essência, reconheci a minha missão, a razão da minha existência que me faz acordar todos os dias para a viver (e não sobreviver), reconheci meus valores, minhas forças e fraquezas, aprendi a me planejar melhor, comecei a entender o meu momento e aprendi a definir o que eu preciso fazer pra chegar onde eu quero.

 

Hoje reconheço que sou totalmente responsável pela minha vida, e compreendo que sou eu que decido qual rumo ela vai seguir, por isso traço os meus caminhos alinhados aos meus valores, sigo na minha missão e assim vivo muito mais feliz.

 

E a vida, Rafaela, ficou mais fácil? Dá tudo certo na sua vida hoje? A zona de conforto não existe mais? Nada disso! Alguns desafios ficaram até mais difíceis, imprevistos adoram acontecer, nem sempre consigo conquistar algo exatamente como imaginei e se eu não trabalhar o meu medo do desconhecido caio de novo na zona de conforto. A vida continua com altos e baixos, porém a minha missão norteia o meu caminho e, ao vencer cada obstáculo e conquistar meus objetivos, a minha energia é recarregada e tenho mais clareza de que cada aprendizado me fortalece e me ajuda a construir a verdadeira felicidade em todas as áreas da minha vida.

 

Por isso meu caminho, hoje, é levar até as pessoas esta oportunidade de autoconhecimento e descoberta do que está impedindo que elas conquistem a felicidade de verdade, principalmente na área profissional. É possível sim, se programar para conquistar a felicidade profissional! É possível sim, unir o que você mais gosta de fazer e o seu trabalho! É possível sim, ser próspero, feliz e ter sucesso, e não é qualquer sucesso de definição de dicionário, mas aquele que você define e determina para a sua vida de acordo com o que é mais importante pra você!

 

Você se identificou com algum trecho da minha história? Tem uma grande vontade de buscar algo novo, mas está preso na insatisfação? Não sabe o que quer da vida? Deixe seu comentário ou me envie uma mensagem, podemos trilhar juntos este novo caminho.

 

Se você conhece alguém que passa por esta mesma situação compartilhe este texto pra ele ou ela saber que isso acontece com outras pessoas e é possível passar pela transição e ser feliz.

 

Abraços!

 

Rafaela Leles

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